Lendas de Campinas-SP

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Lendas de Campinas-SP




Hoje vamos falar sobre algumas lendas da maior cidade do interior do Brasil: Campinas (SP), a cidade hoje em dia possui mais de 1 milhão de habitantes, porém surgiu de um simples caminho para as minas de ouro; foi a "Meca Republicana"; centro produtivo de conhecimento; palco de escândalos políticos, e berço de artistas eruditos (como o maestro Carlos Gomes) ou populares (como a dupla Sandy e Junior).

Apesar de não ter o turismo como um de seus pontos fortes, não faltam atrativos na cidade, como o Bosque dos Jequitibás, o Parque Portugal (conhecido como Lagoa do Taquaral e onde existe uma réplica da caravela Anunciação), a Torre do Castelo, o Lago do Café ou o enorme Parque Ecológico Monsenhor Emílio José Salim, que esconde no escuro subsolo da antiga sede da fazenda o local sombrio onde ficavam os escravos quando não estavam trabalhando (foto abaixo).




A Fênix


Ela existe no brasão e também na bandeira de Campinas, uma enorme fênix domina praticamente todo o espaço central dos principais símbolos da cidade. A fênix é um pássaro mitológico que, quando morria pegava fogo e passado algum tempo, renascia das próprias cinzas. 

No final do século XIX uma série de epidemias de febre-amarela quase dizimaram a população do município de Campinas. Muitas pessoas emigraram, a cidade ficou desolada e a economia enfraqueceu. Aos poucos a epidemia foi sendo eliminada e a vida voltou ao normal. Por isso a fênix virou o símbolo da cidade, assim como a ave mitológica, Campinas renasceu das cinzas.

UNICAMP: A Área 51 brasileira



Segundo ufólogos brasileiros, existe um laboratório subterrâneo secreto chamado Pavilhão 18 localizado entre o Instituto de Química e a Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp, onde várias criaturas estranhas estão aprisionadas. O laboratório funcionaria como uma espécie de bunker subterrâneo para conter as poderosas ondas cerebrais dos seres de outros planetas. 

Os alienígenas capturados em Varginha (MG) estão todos Iá, assim como os Chupacabras abatidos pelo interior do país. A Unicamp é, portanto, uma espécie de ÁREA 51 tupiniquim. É claro que a universidade desmente tudo, o que só confirma as suspeitas dos conspirólogos.

Há muito tempo atrás o tranquilo lago da Unicamp se estendia até muito próximo do IEL. Em uma obra inexplicada um grande buraco foi cavado na região do lago, e tamanho foi esse buraco que as águas acabaram se acumulado na pequena região onde se encontram nos dias de hoje. Teorias surgiram acerca da obra que culminou na redução do lago, entre elas o possível esconderijo subterrâneo de toda a sorte de provas da existência dos seres de outros planetas.

Esse fato acaba revelando uma realidade: enquanto não houver uma integração maior entre escola e comunidade, as universidades brasileiras continuarão abrigando ET’s.

O fantasma sem rosto do túnel da Vila Industrial



Existe na cidade uma antiga e estreita passagem subterrânea construída em 1918, ela serve de atalho para ligar o bairro Vila Industrial ao centro da cidade. No passado o local era um cemitério construído para enterrar as vítimas da epidemia de febre amarela que devastou a cidade. 

No começo dos anos 90 aumentaram drasticamente os relatos de pessoas que avistaram uma figura luminosa com forma humana e sem rosto no interior do escuro túnel. De acordo com os relatos a figura possuía um intenso clarão, o que fez muita gente na época a adquirir um hábito estranho..muitos atravessavam o túnel  após o anoitecer apenas se estivessem munidos de guarda chuva, isso para se proteger da assombração luminosa que cegava temporariamente as pessoas. Para os mais céticos tudo não passou de alguém tentando assustar as pessoas, de acordo com eles esse alguém se mascarava e usava uma lanterna mais potente do que o convencional, recebendo o apelido de " O Maníaco da Lanterna".

Outro fato que vale a pena ser mencionado é que muitas casas ao redor do túnel possuem gigantescas rachaduras em suas estruturas, os especialistas atribuem as rachaduras as trepidações provocadas pelo trem que passava antigamente na cidade, porém muitas pessoas acreditam que a causa para as rachaduras sejam bem menos terrenas.

O fantasma do maestro Carlos Gomes



Carlos Gomes foi o mais importante compositor de ópera brasileiro, destacou-se pelo estilo romântico e é o autor da ópera "O Guarani", em Campinas-SP (sua cidade natal) mesmo depois de morto foi até fotografado, assistindo à própria missa, numa das sacadas que dão para a nave da Igreja Matriz, quando foi trazido de volta a Campinas para o funeral. Seu fantasma apareceu mais duas vezes. Conta-se que ele pairava em noites de lua cheia a fazer serenatas, bem aonde ergueram seu monumento-túmulo. 

Outra lenda diz que enquanto esteve à espera do monumento, “viveu” no jazigo da família Ferreira Penteado, no Cemitério da Saudade. Mas era visto a correr pelas madrugadas, fugindo dos que não queriam sua companhia naquela morada. O sino da primeira matriz da então Vila de São Carlos tocou sozinho, em 1835, na hora em que era julgado inocente o padre Joaquim Anselmo de Oliveira, acusado injustamente pelo sumiço de objetos de prata do templo. O mesmo padre batizou o maestro em 1838. 

Existem relatos de que o piano do Instituto de Educação Carlos Gomes, às vezes, toca sozinho (Será que o maestro Carlos Gomes voltou?)

O retorno do antigo dono da Fazenda Sete Quedas



A Fazenda Sete Quedas pertenceu ao Visconde de Indaiatuba, na segunda metade do século 19. Dizem os mais antigos que a fazenda tinha esse nome Sete Quedas porque um de seus donos a perdeu na sétima queda de um jogo de pôquer (talvez para o pai do Visconde). Dizem que o perdedor sempre disse que caso morresse, voltaria àquela fazenda, que era sua maior paixão. Após perder sua propriedade, sua esposa o deixou, levou seus filhos, e o perdedor se matou.

Quem morou no local após o ocorrido diz que se houve claramente alguém se lamuriando pelos corredores do local, objetos da mesa se movendo. Atualmente, a fazenda Sete Quedas não existe mais. A área pertence a instituição Fazenda Bradesco.

O dia em que o Boi Falô


Não apenas os moradores do distrito de Barão Geraldo, mas também de outros locais de Campinas, conhecem ou já ouviram falar da famosa lenda do “Boi Falô”. Há quase 15 anos, na véspera da Páscoa, a “Festa do Boi Falô”, reúne moradores e visitantes para celebrar a data, que inclui saborear uma tradicional macarronada e se divertir com atrações culturais.

A lenda do “Boi Falô” data da época da escravatura. Segundo ela, em uma Sexta-feira Santa, o administrador da Fazenda Santa Genebra pediu a um escravo (conhecido como Toninho) para ir até o local onde o gado costumava descansar para pegar um boi para realizar uma tarefa. Ao chegar ao local, o escravo se deparou com o boi deitado no chão e tentou pegar o animal. Para espanto do homem, o boi disse a ele: “hoje não é dia de trabalhar, é dia do Senhor!”. Assustado, o escravo saiu o mais depressa possível dali e, ao encontrar o administrador que lhe perguntou sobre o boi, apenas respondeu: “o boi falô!”.

A sepultura milagrosa de Maria Jandira



Uma das sepulturas mais visitadas do cemitério da Saudade é a de Maria Jandira dos Santos, 08 maio 1911/ 24 maio 1934. Segundo os devotos, ela era uma prostituta que ficou noiva e ia se casar. Mas bem próximo à cerimônia que faria dela uma senhora respeitada, o noivo desistiu do casamento. Desesperada Maria Jandira teria se suicidado, ateando fogo ao seu próprio corpo. Isso aconteceu na rua Visconde do Rio Branco, 631 na pensão de Laudelina Alves.

Sua sepultura, a de número 289, na quadra 28, virou ponto de peregrinação e recebe visitas de pessoas com problemas matrimoniais e amorosos, que alegam terem seus pedidos milagrosamente atendidos.

As aparições da Fazenda Baronesa



A Fazenda Baronesa pertenceu a Baronesa Geraldo de Rezende. Foi uma das maiores fazendas escravagistas da região. Existia uma grande árvore dentro desta fazenda, na qual muitos escravos foram chicoteados até a morte nessa árvore.

Quem morou nas imediações desta fazenda, no que começou a se tornar o bairro Jardim Baronesa, após a abolição da escravatura, conta que ao redor desta árvore em questão, as vezes juravam que viam pessoas dançando; em outros momentos, pessoas chorando ajoelhadas nos pés da árvore.
Outros ainda contam que havia algo (um tesouro, dinheiro ou cadáveres, depende de quem conta) enterrado nos pés da árvore.

A medida que o bairro cresceu, a fazenda foi sendo loteada, atualmente, é um bairro grande e bem conhecido e acabou-se todas as histórias sobrenaturais da área. Será?

Algumas pessoas contam que se mudaram do bairro, pois não aguentavam em suas casas barulhos de correntes se arrastando, portas batendo, pessoas chorando, e coisas se quebrando dentro das residências. 

2 comentários:

Americo Camargo disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Americo Camargo disse...

Pode ser que o antigo piano, no anfiteatro do antigo e charmoso Instituto de Educação Carlos Gomes, receba em suas noites escuras e solitárias nosso genial compositor Carlos Gomes.... mas pode ser também, que essa quase centenária escola, receba também a visita de sua antiga professora de Canto Orfeonico, Dona Maria Giudice, que por lá tocou, cantou e encantou várias gerações. Era uma alegria, quando nós crianças, reunidos naquele anfiteatro, recebíamos a alegria e vivacidade daquela senhora que sem duvida era a grande estrela daquela instituição de ensino.

Tenho certeza de que Carlos Gomes, de vez em quando, visite a escola cujo nome deram em sua homenagem e é claro, não resista a vontade de tocar suas lindas composições. Mas é certo também, que D. Maria Giudice permaneça eterna naquele anfiteatro, sempre ao lado do piano, o qual era, e talvez seja ainda, ouvido pelos funcionários e alguns alunos da noite, no fim do período e que arrepiados procurem pelos cantos a origem daqueles sons.

Também é certo, que os funcionários e fregueses da Pastelaria Voga, em frente à escola, continuem a escutar o som de um piano que jamais acreditariam que viesse da escola e ficavam imaginando e procurando nos prédios ao redor, as origens de tão linda melodias. Mas vem, e continuará vindo por toda a eternidade e muitos sequer imaginam suas origens.